Além do partido, o Novo, União Brasil e PP já formalizaram apoio ao candidato do PL
O governador reeleito de São Paulo, Tarcísio de Freitas (Republicanos), participou das articulações para ampliar o leque de apoios ao filho primogênito de Jair Bolsonaro (PL).
“A gente tem esse compromisso de entregar um país melhor. Nós vamos fazer isso em respeito ao que o seu pai [Bolsonaro] começou. E a gente vai fazer isso porque as pessoas que tão aqui têm amor pelo Brasil. Viva Flávio Bolsonaro, vamos pra vitória”, afirmou Tarcísio durante o anúncio.
Sobre o caso de Hugo Motta, que deve manter apoio ao petista, o presidente nacional do Republicano, Marcos Pereira (SP) afirmou que mesmo com o anúncio, irá respeitar “eventuais particularidades locais”, citando como exemplo o Estado de Motta, a Paraíba e o Pernambuco.
FLÁVIO ACUMULA APOIOS
Com a adesão do Republicanos, o partido se somará ao União Brasil e o Progressistas, reunidos na federação União Progressista, e com o partido Novo. Todos já formalizaram o apoio ao candidato.
O ex-governador de Goiás, Ronaldo Caiado (PSD) também anúnciou apoio a Flávio. Ele encerrou a disputa pelo Planalto em 5º lugar, com cerca de 2,2% dos votos.
Flávio terminou o 1º turno na liderança com 47,03% dos votos válidos, contra 45,16% de Lula.
A negociação por postos no Congresso por trás do apoio do Republicanos a Flávio
O apoio do Republicanos a Flávio Bolsonaro (PL-RJ) no segundo turno, anunciado nesta quarta-feira, envolve um acordo para as eleições aos comandos da Câmara e do Senado em 2027. A negociação prevê o apoio do PL à recondução de Hugo Motta (Republicanos-PB) à presidência da Câmara. Em contrapartida, o Republicanos, ligado à Igreja Universal, deve respaldar a candidatura de Rogério Marinho (PL-RN), coordenador da campanha de Flávio, à presidência do Senado.
A formalização da aliança foi marcada para as 18h. A adesão do Republicanos reforça o movimento de aproximação de partidos e lideranças com o candidato do PL, que também recebeu apoio da federação União-Progressistas e de Ronaldo Caiado, candidato do PSD derrotado na disputa presidencial.
O PL terá as maiores bancadas nas duas Casas na próxima legislatura, com 121 deputados e 28 senadores, mas precisará de aliados para eleger seus candidatos. A negociação também segue a lógica dos acordos que, nos últimos anos, têm distribuído os comandos da Câmara e do Senado entre partidos diferentes.

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